As exportações do Paraná alcançaram R$ 45,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, marcando um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado reflete o desempenho do agronegócio estadual, impulsionado principalmente pelo complexo soja e pelas cadeias de carnes. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
Os embarques externos foram convertidos pela cotação média de R$ 5,10 por dólar. Produtores e agroindústrias do estado mantiveram a competitividade no mercado internacional apesar de oscilações cambiais e logísticas. O volume total de produtos embarcados cresceu de forma moderada, mas o valor agregado elevou a receita.
Contribuição do complexo soja
O complexo soja respondeu por 40,4% da receita total das exportações paranaenses no período. A soja em grão gerou R$ 12,4 bilhões, o farelo R$ 3,36 bilhões e o óleo bruto R$ 2,35 bilhões. A safra recorde de 21,8 milhões de toneladas na temporada 2025/26 ampliou a disponibilidade de matéria-prima para processamento e exportação.
A valorização de produtos processados, como o óleo bruto, ajudou a elevar o faturamento mesmo com preços internacionais variáveis. Agroindústrias locais investiram em maior industrialização do grão, agregando valor antes do embarque. Esse movimento reforçou a posição do Paraná entre os principais exportadores brasileiros do setor.
Desempenho das cadeias de carnes
As exportações de carnes registraram aumento de 16% no faturamento, apesar de redução de 3% no volume total embarcado. As cadeias de frango e suínos mantiveram ritmo positivo, sustentadas pela demanda externa e pela eficiência produtiva dos produtores paranaenses. A maior disponibilidade de grãos para ração animal contribuiu para a estabilidade dos custos internos.
Os números consolidam o Paraná como referência nacional no agronegócio exportador. A combinação entre safra abundante e estratégias de agregação de valor permitiu ampliar a receita sem necessidade de aumento proporcional de volumes. O setor segue atento às condições de mercado para os próximos meses.
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