A União Europeia manteve suas exigências rigorosas sobre o uso de antimicrobianos em produtos de origem animal, o que impedirá a entrada de carnes brasileiras no bloco a partir de 3 de setembro de 2026 sem um acordo técnico específico. A decisão, confirmada em junho, retirou o Brasil da lista de países aptos por falta de comprovação de controles oficiais ao longo da cadeia produtiva. Frigoríficos habilitados precisarão acompanhar o destino das cargas para garantir a rastreabilidade exigida.
Exigências mantidas pela comissão europeia
A Comissão Europeia reforçou as normas que proíbem antimicrobianos usados para acelerar o crescimento animal e medicamentos reservados ao tratamento de infecções humanas. O Brasil não apresentou evidências suficientes de fiscalização oficial, diferentemente de Argentina, Paraguai e Uruguai, que permanecem na lista. A embaixada da Irlanda, representada por Martin Gallagher, confirmou que não há previsão de redução das exigências no curto prazo.
Empresas exportadoras agora enfrentam a necessidade de adaptar processos ou buscar novos mercados. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) acompanha as negociações técnicas para tentar reverter a exclusão antes da data limite.
Reações do setor e alternativas em análise
Produtores brasileiros avaliam investimentos em sistemas de controle mais rigorosos para recuperar o status de exportação. A medida afeta principalmente cortes de carne bovina e suína destinados ao mercado europeu, que representam fatia relevante das vendas externas. Especialistas do setor destacam que a ausência de acordo técnico pode gerar prejuízos imediatos a partir de setembro.
Outros países da América do Sul já cumprem os padrões exigidos e devem ocupar parte do espaço deixado pelo Brasil. O governo federal e entidades privadas intensificam diálogos com Bruxelas para apresentar novos dados de fiscalização até o final de agosto.
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