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Triagem por classificação de risco nas UPAs de Porto Velho: como funciona

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Ao chegar à UPA, o paciente passa por uma triagem realizada por profissionais de enfermagem - Portal de Rondônia
Ao chegar à UPA, o paciente passa por uma triagem realizada por profissionais de enfermagem - Portal de Rondônia

Nas UPAs de Porto Velho, os pacientes não são atendidos pela ordem de chegada, mas conforme a classificação de risco que avalia a gravidade do quadro clínico. O sistema, adotado pela Secretaria Municipal de Saúde, busca priorizar casos mais urgentes e garantir que quem apresenta maior risco receba atendimento mais rápido. A medida vale para todas as unidades da capital e reforça o compromisso com a eficiência no serviço público de saúde.

Como funciona a triagem nas upas

Ao chegar à unidade, o paciente passa por uma avaliação inicial realizada por profissionais de enfermagem. Essa triagem considera sintomas relatados, sinais vitais e o estado geral da pessoa, atribuindo uma cor que define o tempo máximo de espera. As cores variam entre vermelha, para atendimento imediato, laranja, com espera de até dez minutos, amarela, até uma hora, verde, até duas horas, e azul, até quatro horas, podendo ser encaminhado à Atenção Básica.

Esse protocolo permite que a equipe identifique rapidamente quem precisa de intervenção prioritária, evitando que casos graves esperem enquanto quadros menos urgentes ocupam vagas. A classificação é dinâmica e pode ser reavaliada se o estado do paciente piorar durante a permanência na unidade.

Importância do sistema para salvar vidas

O objetivo central da classificação de risco é salvar vidas ao direcionar recursos para quem mais precisa naquele momento. Autoridades destacam que a compreensão do funcionamento do sistema ajuda a população a aceitar que uma pessoa que chegou depois possa ser chamada antes, caso seu quadro exija ação mais rápida.

Na UPA, a prioridade é sempre de quem apresenta maior gravidade. A classificação de risco permite que nossas equipes identifiquem rapidamente quem precisa de atendimento imediato. Por isso, uma pessoa que chegou depois pode ser chamada primeiro, porque naquele momento o quadro dela exige uma intervenção mais rápida.

Sandra Cardoso

O prefeito Léo Moraes também reforçou a importância da transparência sobre o modelo. Ele afirmou que o sistema foi pensado para proteger vidas e que a orientação clara evita mal-entendidos entre os usuários.

Quando o cidadão entende como funciona a classificação de risco, ele também compreende por que o atendimento não segue simplesmente a ordem de chegada. É um sistema pensado para proteger vidas e garantir que quem mais precisa seja atendido primeiro.

Léo Moraes

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que os usuários cheguem às UPAs cientes desse critério, contribuindo para um fluxo mais organizado e humanizado no atendimento.

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