O Grupo de Pesquisa em Arqueologia e Ambiente da Universidade Federal de Rondônia intensifica as escavações no Sítio Arqueológico Candelária, localizado na zona rural de Porto Velho, com o objetivo de reconstruir a história da ocupação humana na região a partir de vestígios materiais de diferentes períodos.
Investigações em andamento desde os anos 1980
O trabalho coordenado pela arqueóloga Dra. Gabriela Martin conta com a participação de estudantes de graduação e pós-graduação. As escavações, iniciadas na década de 1980, ganharam novo impulso nos últimos anos e buscam compreender como populações indígenas e grupos posteriores, incluindo aqueles ligados à extração da borracha e à construção da estrada de ferro, interagiram com o ambiente local.
Os pesquisadores utilizam metodologias geoarqueológicas e de paleobotânica para recuperar artefatos cerâmicos, líticos e outras evidências de atividades humanas. O projeto também visa promover a conscientização sobre a importância da preservação do patrimônio cultural de Rondônia.
Metodologias avançadas e achados recentes
Os estudos combinam técnicas modernas de análise para interpretar camadas de solo e restos vegetais, permitindo uma visão mais completa da evolução da paisagem e das práticas humanas ao longo dos séculos. As descobertas ajudam a preencher lacunas sobre a história de Porto Velho antes e depois da colonização.
Estamos encontrando artefatos cerâmicos, líticos e evidências de atividades humanas que podem revelar como as populações indígenas e, posteriormente, os grupos que chegaram com a borracha e a estrada de ferro, interagiam com o ambiente
Dra. Gabriela Martin
Visitas guiadas abrem ao público neste fim de semana
Nos dias 5 e 6 de julho de 2026, o sítio receberá visitas guiadas que permitem ao público conhecer de perto os trabalhos em campo e os artefatos já recuperados. A iniciativa busca aproximar a comunidade acadêmica dos moradores de Porto Velho e região, estimulando o interesse pela arqueologia local.
Os organizadores reforçam que a participação nessas atividades contribui para a valorização e proteção do patrimônio arqueológico de Rondônia, garantindo que as futuras gerações possam compreender melhor as raízes históricas da capital.
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