O relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) revelou falhas graves na gestão da política materno-infantil pelo Governo de Rondônia, contribuindo para o aumento da mortalidade materna e neonatal. Em entrevista à rádio News Rondônia, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, destacou os problemas identificados, como desabastecimento de medicamentos, falta de estrutura nas unidades de saúde e baixa cobertura de pré-natal. O documento aponta que essas deficiências decorrem de planejamento inadequado e execução incorreta das políticas públicas.
Falhas identificadas pelo TCE na saúde materno-infantil
O TCE detalhou que a ausência de prioridade dada ao tema pela administração estadual agravou os indicadores de saúde em Rondônia. Entre os principais problemas estão a falta de medicamentos essenciais e a precariedade das instalações em unidades de atendimento básico. Esses fatores comprometeram o acompanhamento pré-natal e elevaram os riscos para mães e recém-nascidos.
As análises do tribunal mostram que vidas poderiam ter sido preservadas com melhor aplicação de recursos e organização logística. A mortalidade materna e neonatal subiu em razão de falhas acumuladas ao longo dos últimos anos.
Declarações do prefeito de Porto Velho
O relatório do TCE é muito claro ao apontar que falhas na gestão da saúde fizeram a mortalidade materno-infantil disparar em Rondônia. São vidas que poderiam ter sido salvas com planejamento, execução correta das políticas públicas e aplicação eficiente dos recursos.
Hildon Chaves
Chaves enfatizou que os números representam perdas humanas evitáveis e cobrou maior atenção do governo estadual para a área. Ele ressaltou a necessidade de correção imediata nas políticas de saúde para evitar novos casos.
Isso não é apenas um número. São mães e crianças que perderam a vida por falta de atendimento básico, por falhas logísticas e por uma gestão que não priorizou a vida.
Hildon Chaves
Consequências para a população de Rondônia
Os dados do TCE reforçam a urgência de ações integradas entre estado e municípios para reverter o quadro. A baixa cobertura de pré-natal e a desestrutura das unidades de saúde afetam diretamente famílias em Porto Velho e no interior do estado. Especialistas indicam que investimentos em planejamento e fiscalização podem melhorar os indicadores nos próximos anos.
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