A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou na sexta-feira, 21 de agosto de 2026, a fase ostensiva da Operação Distribuidor em Porto Velho e municípios do interior do estado. A ação cumpriu um mandado de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão, sequestrou cinco imóveis, incluindo um campo de futebol society, e determinou o bloqueio de bens e veículos de investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração a organização criminosa e lavagem de capitais. As medidas visam desarticular uma célula criminosa e atingir sua estrutura financeira.
As investigações, conduzidas desde 2022 pela FICCO/RO, formada por Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar e Polícia Penal Federal, revelaram um sistema organizado de arrecadação de drogas e controle financeiro próprio. Movimentações patrimoniais incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos levaram a Justiça a autorizar o sequestro de imóveis e o bloqueio de ativos e veículos.
Medidas de bloqueio patrimonial
A Justiça determinou ainda a indisponibilidade de bens com limite de até R$ 6,8 milhões por investigado. Entre os alvos estão cinco imóveis, um deles um campo de futebol society, além de veículos e contas bancárias. Essas ações buscam promover a descapitalização do grupo e impedir o uso de recursos supostamente provenientes de atividades ilícitas.
As operações ocorreram com alcance em Porto Velho e em outros municípios do interior de Rondônia. Integrantes da organização criminosa foram alvo de mandados de busca e prisão temporária, reforçando o esforço integrado das forças de segurança para enfraquecer a estrutura local do crime organizado.
Objetivos da operação
O principal objetivo da Operação Distribuidor é desarticular a célula criminosa e atingir sua base financeira e patrimonial. Autoridades destacam que a descapitalização do grupo representa um passo importante para reduzir sua capacidade de atuação no tráfico de drogas e em outras atividades ilícitas na região.
Com as medidas judiciais em vigor, os investigados ficam impedidos de movimentar bens e veículos até o fim das apurações. A FICCO/RO continua as investigações para identificar novos envolvidos e ampliar o alcance da operação no estado.
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