O secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende, rompeu o silêncio nesta terça-feira para rebater especulações sobre seu cargo e sobre possíveis mudanças na estrutura do Governo de Rondônia. Em declarações públicas, ele reafirmou lealdade ao governador Marcos Rocha e negou que sofra pressões ou chantagens para permanecer no posto.
As manifestações ocorrem em meio a um período eleitoral em que rumores sobre o alto escalão do Executivo estadual ganharam força nas últimas semanas. Rezende destacou que a cadeira da Casa Civil pertence ao governador e que qualquer decisão sobre sua ocupação cabe exclusivamente a Marcos Rocha.
Esclarecimentos sobre a casa civil
O secretário explicou que exerce suas funções dentro de limites claros e sempre pautado pela legalidade e pelo interesse público. Ele descartou qualquer atrito institucional com a Assembleia Legislativa, classificando divergências pontuais como parte natural da democracia.
Tenho visto, com certa naturalidade, algumas especulações sobre a Casa Civil e sobre o espaço que ocupo no Governo. Comecemos pelo óbvio: a cadeira da Casa Civil não é minha. É do governador Marcos Rocha, a quem cabe, por livre escolha, decidir quem deve ocupá-la. Enquanto eu tiver sua confiança para exercer essa missão, seguirei trabalhando com a mesma responsabilidade de sempre. No dia em que entender que outro nome deve assumir, isso também fará parte da normalidade da vida pública.
Elias Rezende
Resposta às especulações eleitorais
Rezende também afirmou que não se submete a interesses mercenários e que nunca atuou como “todo-poderoso do Governo”. Segundo ele, em época de campanha é comum o surgimento de narrativas sem evidências que buscam desestabilizar equipes políticas.
Sei que há muita gente interessada nessa cadeira. Faz parte. O que não faz parte do meu modo de agir é me submeter a pressões, chantagens ou interesses mercenários para preservar cargo, espaço ou poder. Também nunca fui, nem pretendi ser, o “todo-poderoso do Governo”. Tenho atribuições, responsabilidades e limites muito claros. Cumpro minhas obrigações pautado pela legalidade, pelo interesse público e pelas decisões do governador.
Elias Rezende
Da mesma forma, não existe qualquer atrito institucional com a Assembleia Legislativa. Divergências pontuais e posições diferentes fazem parte da política e da democracia. Transformá-las em crise pode render narrativa, mas não transforma especulação em fato.
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