BPC – Rondônia Norte https://rondonianorte.com.br Notícias da Região Norte de Rondônia Thu, 20 Aug 2026 09:35:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://rondonianorte.com.br/wp-content/uploads/2026/07/cropped-favicon-rondonianorte-32x32.png BPC – Rondônia Norte https://rondonianorte.com.br 32 32 INSS abre apuração contra perito que exigiu RG de criança com autismo em Porto Velho https://rondonianorte.com.br/inss-abre-apuracao-perito-exigiu-rg-crianca-autismo-porto-velho/ https://rondonianorte.com.br/inss-abre-apuracao-perito-exigiu-rg-crianca-autismo-porto-velho/#respond Thu, 20 Aug 2026 09:35:56 +0000 https://rondonianorte.com.br/inss-abre-apuracao-perito-exigiu-rg-crianca-autismo-porto-velho/ O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) abriu uma apuração interna para analisar a conduta de um perito médico em Porto Velho que exigiu documento de identificação com foto durante o atendimento a uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O procedimento foi considerado irregular por contrariar normas internas do órgão voltadas a menores de 16 anos e pode afetar o acesso a benefícios assistenciais como o BPC.

Denúncia chega ao ministério público federal

A mãe da criança relatou a exigência ao Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia. O procurador Raphael Bevilaqua recebeu a informação e solicitou esclarecimentos ao INSS, que confirmou a irregularidade do pedido feito pelo perito. A partir daí, o órgão passou a acompanhar as providências internas adotadas para garantir os direitos da beneficiária.

Segundo as normas do INSS, crianças e adolescentes com menos de 16 anos não precisam apresentar documento com foto em perícias médicas relacionadas ao Benefício de Prestação Continuada. A exigência pode criar barreiras desnecessárias para famílias que buscam o benefício destinado a pessoas com deficiência.

Acompanhamento das providências internas

O MPF monitora as etapas da investigação conduzida pelo INSS para assegurar que medidas corretivas sejam aplicadas. O foco é evitar que situações semelhantes se repitam e proteger o acesso de outras crianças com TEA ou outras deficiências aos direitos previdenciários e assistenciais.

Especialistas em direito previdenciário destacam que a padronização dos atendimentos é essencial para reduzir filas e garantir agilidade nos processos. O caso em Porto Velho reforça a importância de treinamentos contínuos para peritos médicos sobre as regras específicas para o público infantil.

Regras para atendimento de menores

O INSS orienta que, em casos de menores de 16 anos, a presença de um responsável legal é suficiente para a realização da perícia. Documentos como certidão de nascimento ou RG do responsável costumam ser aceitos sem necessidade de foto da própria criança. A apuração em andamento busca esclarecer se houve falha pontual ou necessidade de revisão de protocolos locais.

Enquanto a investigação prossegue, o benefício da criança permanece resguardado. O MPF informou que novas informações serão divulgadas assim que o INSS apresentar o relatório final sobre o episódio ocorrido em Porto Velho.

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