Nos últimos meses até agosto de 2026, Porto Velho registra o fechamento em série de pequenos comércios, como mercadinhos, padarias, açougues e lojinhas de roupas e serviços, especialmente nos bairros Caladinho e no centro da cidade. O movimento caiu drasticamente, com estabelecimentos exibindo placas de aluga-se ou fecha-se, o que afeta diretamente o varejo local e envolve pequenos comerciantes, proprietários de estabelecimentos, moradores, entidades representativas do comércio e o poder público.
Causas do fechamento de comércios em Porto Velho
O aumento dos custos operacionais, incluindo aluguel, energia e impostos, combinado à queda no poder de compra da população, impulsiona o problema. A concorrência de grandes redes, o delivery online, o comércio eletrônico e o crescimento de ambulantes e feiras informais com preços mais baixos agravam a situação para os pequenos negócios.
Antes eu vendia o suficiente para pagar as contas e ainda sobrava um pouco. Hoje mal dá para cobrir as despesas. O cliente desapareceu
Proprietária de um mercadinho no bairro Caladinho
Comerciantes relatam que a informalidade oferece vantagens de preço que atraem consumidores, reduzindo ainda mais as vendas dos estabelecimentos formais.
Impactos no varejo local e na comunidade
Lojistas do centro da cidade destacam que o pequeno comerciante enfrenta uma pressão dupla entre custos elevados e preços baixos da concorrência informal. Moradores observam ruas com menos opções de compra próximas, o que altera a dinâmica dos bairros afetados.
O pequeno comerciante está sendo esmagado entre o custo alto e o preço baixo da informalidade
Lojista do centro da cidade
Entidades representativas do comércio acompanham o cenário e discutem medidas junto ao poder público para mitigar os efeitos no emprego e na economia local.
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