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Embrapa transforma caroço de açaí em nanofertilizante para milho e sorgo

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Da Redação
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Uma pesquisa conduzida pela Embrapa Agroindústria Tropical, em parceria com a Universidade Federal do Ceará, demonstra que o caroço de açaí pode ser convertido em nanofertilizante capaz de estimular o crescimento de plantas de milho e sorgo em testes laboratoriais. Os dados de produção de 2024 reforçam a relevância da iniciativa, já que o Pará concentra a maior parte da produção nacional e gera grande volume de resíduos durante o beneficiamento. A solução surge como alternativa sustentável para reduzir o descarte e valorizar a cadeia produtiva local.

Processo de conversão do resíduo

O caroço passa por síntese hidrotermal para gerar nanopartículas conhecidas como pontos quânticos de carbono. Essas partículas são aplicadas em solução foliar, penetram nas folhas e favorecem a fotossíntese além da absorção de nutrientes. A técnica utiliza resíduos que antes eram descartados, transformando cerca de 700 quilos de caroços por tonelada de polpa processada.

Produtores do Pará, principal polo de extração do fruto, podem se beneficiar diretamente da inovação. A pesquisa foca em variedades de milho e sorgo recomendadas para o Semiárido brasileiro, ampliando o alcance geográfico dos resultados.

Resultados observados em laboratório

Os testes laboratoriais indicam estímulo ao crescimento das plantas tratadas com o nanofertilizante. Ainda em fase laboratorial, a tecnologia não possui data definida de conclusão, mas já mostra potencial para aplicação prática em culturas de interesse regional.

A parceria entre a Embrapa e a UFC permite combinar conhecimento técnico com demandas do setor produtivo. O objetivo principal é diminuir o acúmulo de resíduos e agregar valor econômico à cadeia do açaí.

Perspectivas para a agricultura regional

A inovação pode contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis no Norte e no Semiárido. Ao reutilizar um subproduto abundante, a pesquisa abre caminho para reduzir custos com fertilizantes convencionais e minimizar impactos ambientais.

Especialistas destacam que a solução ainda precisa de estudos complementares antes de chegar ao campo, mas os resultados iniciais são promissores para produtores de milho e sorgo. O trabalho reforça o papel da ciência na busca por alternativas que conciliem produtividade e preservação de recursos naturais.

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