O News Rondônia lançou a série “Dicionário do Porto-velhês”, que resgata dez termos próprios do jeito de falar dos moradores de Porto Velho e revela histórias, tradições e a identidade cultural da capital rondoniense. A iniciativa busca preservar expressões que atravessam gerações e ajudam a contar a formação da cidade entre o progresso da estrada de ferro e o conhecimento dos povos tradicionais. Os termos apresentados surgem do rio, da floresta e da vida ribeirinha que marcam o cotidiano local.
A série chega em um momento em que o resgate da linguagem regional ganha força entre quem vive em Porto Velho. Moradores reconhecem nessas palavras a memória afetiva de famílias que construíram a capital ao longo das décadas. O projeto reforça o papel da mídia local na valorização do patrimônio imaterial da região.
Termos que revelam o cotidiano amazônico
Entre as expressões destacadas estão banzeiro, carapanã, bubuia, piraquê, farofa, mundéu, jacaré, rabo de jacu, arredar e lamparina. Cada uma carrega significados ligados ao ambiente natural e às práticas diárias dos ribeirinhos. A série explica o uso atual e a origem dessas palavras, mostrando como elas permanecem vivas nas conversas de Porto Velho.
Os termos não surgiram por acaso. Eles refletem a relação estreita da população com o Rio Madeira e com a floresta que cerca a cidade. Ao apresentar essas expressões, o News Rondônia convida o público a refletir sobre a riqueza linguística que diferencia o falar porto-velhense de outras regiões do Brasil.
Memória que atravessa gerações
O objetivo principal da série é preservar a memória afetiva dos porto-velhenses e registrar modos de falar que correm o risco de cair em desuso. Ao recuperar essas palavras, o projeto contribui para que novas gerações conheçam a história da capital por meio da linguagem. A iniciativa também reforça a importância de valorizar o conhecimento transmitido por povos tradicionais.
Com a publicação dos dez termos, o News Rondônia abre espaço para que leitores compartilhem suas próprias lembranças. A série demonstra que a identidade de Porto Velho se constrói tanto pela infraestrutura moderna quanto pelas expressões que nascem da convivência com a natureza. O material fica disponível para consulta e amplia o debate sobre patrimônio cultural na Amazônia.
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