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Manuel Adorni renuncia após admitir ocultação de 500 mil dólares

Miguel Adorni, porta-voz do governo Milei. Foto de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Tomas Cuesta
Miguel Adorni, porta-voz do governo Milei. Foto de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Tomas Cuesta

Manuel Adorni, porta-voz do governo argentino, renunciou ao cargo no sábado, 27 de junho de 2026, após admitir a ocultação de 500 mil dólares em declarações de bens. O episódio envolve investimentos em criptomoedas realizados entre 2014 e 2018 e gerou uma investigação na Justiça Federal do país. A saída ocorre com o apoio inicial do presidente Javier Milei, que aceitou o pedido após resistência do próprio Adorni.

Detalhes do escândalo de ocultação de patrimônio

Adorni reconheceu ter omitido os valores em declarações anteriores ao Congresso, o que contradiz informações prestadas publicamente. Os recursos teriam origem em aplicações em criptomoedas realizadas anos antes de sua entrada no governo. O caso agora tramita na Justiça Federal argentina, que analisa possível enriquecimento ilícito.

A renúncia marca o fim de uma trajetória marcada por lealdade ao presidente Milei desde a posse em dezembro de 2023. Até o momento da saída, Adorni mantinha o cargo com respaldo explícito do mandatário, apesar das suspeitas que já circulavam.

Carta de demissão publicada nas redes sociais

Em mensagem divulgada em suas redes sociais, Adorni agradeceu a confiança depositada pelo presidente e confirmou a decisão de deixar o posto. O texto destaca o peso da decisão e o respeito à posição de Milei.

Obrigado pela confiança, Sr. Presidente. Foi uma verdadeira honra

Manuel Adorni

Obrigado. Obrigado por compreender as razões e por me compreender: pela primeira vez desde aquele 10 de dezembro de 2023, estou a contrariar os seus desejos. Obrigado por finalmente aceitar a minha demissão desta vez.

Manuel Adorni

Investigação judicial em andamento

A Justiça Federal argentina conduz as apurações sobre a origem e a declaração dos recursos. Até o momento, não há novas medidas judiciais divulgadas além da abertura do inquérito. O episódio reforça o escrutínio sobre a transparência de membros do governo argentino.

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